2.10.08
AS CORES DO CREPÚSCULO
Adaptação do livro As Cores do Crepúsculo: A Estética do Envelhecer (Papirus Editora) do escritor, educador e psicanalista Rubem Alves (www.rubemalves.com.br)
Adaptação: Cristiane Rodrigues e Laerte Asnis
Encenada por: Camila Paes e Laerte Asnis
Teclado e Direção Musical: Valéria Peres
Direção Geral: Laerte Asnis
Duração: 45 minutos
“E foi assim que começou o meu ‘caso de amor’ com a velhice, com o rigor de um silogismo. Primeira premissa: eu sou velho; o gesto da moça do metrô o atesta. Segunda premissa: a velhice é a tarde imóvel, banhada por uma luz antiquíssima; a metáfora poética assim o declara. Terceira premissa: essa tarde imóvel me encanta, é bela.
Conclusão: a velhice é bela como a tarde imóvel. Essa imagem me trouxe grande alegria. Ela dava conteúdo sensível àquilo que eu estava sentindo. (…) Eu podia então falar sobre a velhice falando sobre o crepúsculo. (…) O crepúsculo é o dia chegando ao fim. O tempo se acelera: como se transformam rápidas as cores das nuvens, no seu mergulho na noite! E, paradoxalmente, o tempo fica imóvel, paralisado num momento eterno. Por isso que o crepúsculo é um momento sagrado, de oração, quando o eterno se oferece a nós numa taça efêmera. Por isso cessa o trabalho. É momento de oração: angelus. Somente os sentidos atentos, em contemplação…
É a velhice um estado de resignação e descanso depois de uma vida de dores ou tempo de liberdade para ser criança e não ser mais útil, pronto para brincar? O Teatro do Grande Urso Navegante traz para o palco a poesia que o escritor, educador e psicanalista Rubem Alves constrói em torno da velhice, com suas indagações e seu olhar aguçado. O que o velho pode fazer dessa época crepuscular? O que fazer da liberdade que a vida lhe entrega? Os velhos, segundo Rubem, não têm nada a perder. O que teriam a ganhar?
Data de Estréia
Dia 01 de Outubro de 2008 – SESC CATANDUVA
Público Alvo: 3ª Idade


criado por lasnis
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